O fantástico mundo de Renata!

terça-feira, 30 de maio de 2006

"Interfone

Se você pensa que quem sabe tudo da sua vida é você mesmo, experimente bater um papo com seus vizinhos ou com seu porteiro e vai perceber o que é que acontece na sua rotina e algumas atitudes que você toma já sem nem perceber...
- Seu Edgar?
- Oi Dona Lurdinha.
- O senhor sabe da minha filha?
- Que isso, como eu iria saber? Sou só o...
- Por favor, responda.
- Ela saiu há pouco, com o segundo namorado.
- Segundo?
- Sim, segundo.
- Não sabia nem que já tinha um primeiro...
- Sem querer falar nada, mas a senhora deveria observar mais com quem ela está andando.
- Esses namorados?!
- Não! Eles são ótimos e muito gentis, eu particularmente acho o primeiro melhor, menino sério, pra casar sabe?
- Então o que que tem?
- A Carla.
- A melhor amiga dela?
- Sim...
- Mas por que?
- Ela é lésbica.
- ELA É O QUE?!
- Bom, ela sempre olha para a bunda da sua filha e já se declarou uma vez, aqui na portaria, quando estava bêbada.
- E o que é que eu faço?
- Conversa com a sua filha ué.
- Mas ela não fica em casa nunca.
- Ah, fica sim! Aliás, ela está subindo as escadarias do prédio agora...
- Melhor eu me preparar então.
- Dona Lurdinha?
- Hmm?
- Não esquece de me contar como foi depois..?
CLIC!
- tu, tuu, tuu, tu, tuu..."

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Título de eleitor

Lá estava eu, penúltimo dia para tirar o título, auge dos meus 16 anos, aquela coisa de menina responsável...sabe como é né? Fui com tudo tirar meu título. Carreguei mais algumas amigas e fomos todas de ônibus parar o fim do mundo (fim do mundo sim, pra quem vive no esquema casa-escola-televisao-dormir).
Começamos mal, aliás nem tão mal assim, pegando o ônibus certo! Só saltamos no ponto errado, mas o que tem de mais nisso? Como nosso primeiro dia de independência já éramos vencedoras.
A fila? ENOOOOOOOOOOOOOORRRRME! E põe enorme nisso, horas e horas de espera, no calor infernal do Rio de Janeiro, e ainda por cima tinha uma bêbada do outro lado da rua tirando a roupa e rebolando como se alguém ali na fila tivesse um interesse nem que fosse mínimo, nela.
Derepente, A LUZ! Um homem passou, perguntando pelas pessoas q moram no meu bairro e eu nao hesitei, me entreguei... ele rapidamente me separou de minhas amigas e me fez subir uma escada do tamanho do mundo, cansada mas feliz, subi aos poucos até chegar numa fila, mínima, de cinco pessoas. Conversei com as pessoas de lá, estava completamente feliz: eu era finalmente independente! Eu estava sozinha, no meio de lugar nenhum, na prefeitura, tirando meu título de eleitor e me tornando cidadã.
Saí de lá alegre, plastifiquei meu título e fiquei na frente da prefeitura esperando minhas amigas e contenplando "minha nova carteirinha". Encontrei-as, fomos para o ponto e pronto, acertamos de novo o ônibus! E ainda saimos no ponto certo! Já éramos craques... Até que, ao subir a minha rua, me deu vontade de olhar de novo o título. Mas cadê ele? Procurei, constatei que nao acharia e cheguei em casa arrasada. Minha mãe me fez voltar lá com ela, refazer o caminho e ver se alguma boa alma havia achado e me devolveria.
Refizemos o caminho, mil vezes, e todas as vezes minha mãe parava nas barraquinhas de cachorro-quente, bancas de jornal, edifícios, e derivados e perguntava se alguém havia achado um título, já que "a mongoloide da Renata conseguiu perdê-lo num trajeto mínimo entre tirar o título e voltar para casa. QUE NAO LEVOU NEM UMA HORA!" e por aí ia, e ia e eu já sem graça querendo matar todo mundo a minha volta e invocando a Deus que me desse uma luz, até chegarmos na prefeitura, subirmos as escadas e o moço, aquele que me deu a luz me olhar de cima abaixo com cara de censura, quase me gritando "SUA IRRESPONSÁVEL!" e disse mal-educadamente que só poderia ser constatada a perda após 72 horas. Conclusão? Tô sem título, paguei mico atoa e não me sinto mais responsável nem superior.

Para aqueles que querem saber, eu só ir votar com a identidade que fica tudo bem, e depois eu tiro a segunda via. O problema é: eu não tenho identidade, portanto, quem quer ir comigo tirar? :D

domingo, 14 de maio de 2006

"O encontro

Rebeca estava assustada, conversava com um homem maravilhoso há anos por internet (começando por e-mail, depois se falando por chats, até chegarem a telefonemas demorados) e agora ele proporá que se encontrassem; “algo mais ao vivo, mais próximo” ele disse e ela lá, em frente ao seu computador esperando seu corpo se manifestar para marcar o tal encontro. Então decidiram que seria logo no dia seguinte, para não dar tempo o suficiente para que ambos desistissem.
Lucas vestiu sua melhor roupa, arrumou o cabelo, passou seu melhor e mais caro perfume e se sentia, no mínimo, apresentável. Resolveu ir cedo, para dar umas voltas pelo shopping e esquecer o estresse, além do misto entre a animação de conhecer a mulher de seus sonhos e a decepção de ela não gostar dele, não ir ou simplesmente não dar certo.
Ela olha o relógio da rua pelo vidro do táxi, sabe que está atrasada e teme que ele se magoe pensando em sua desistência. Chora, mas logo se recupera ao ver de longe o shopping e quer estar maravilhosa pra ele. Ao entrar, um homem esbarra nela apressado e distante em seus pensamentos, parecendo desapontado e sempre repetindo “eu não devia ter vindo, sou um idiota mesmo!” e ela quase sem raciocinar sussura em seu ouvido “desculpe o atrazo, Lucas” e ele num ato eufórico sorri, como nunca em sua vida, mais do que criança quando ganha o presente ideal ou alguém que simplesmente ganhou na loto, sente-se realizado. Ele fica lá, estagnado, olhando para a mulher de sua vida sem conseguir emitir sequer um só som. Então ela já estava totalmente vermelha devida situação, resolve quebrar o silêncio dizendo aquele “finalmente né?” que o faz abraçá-la emitindo uma única palavra “é...” que ecoa em ambos os corações.
Eles estão felizes, brincam, se beijam, contam de seu nervosismo e nem percebem o quanto o tempo passou, a tarde passa a noite e o shopping começa a fechar as portas. Já com o carro na porta da casa dela depois de passarem todo o trajeto cantando juntos um cd que era por coincidência favorito dos dois ele pergunta abobado “então, quando vou te ver sempre?” e ela sorrindo sem graça responde “lógico! Não te contei? Comprei uma webcam...”"
"carrego seu coração comigo
eu o carrego no meu coração
nunca estou sem ele
onde eu for, voce vai, minha querida
e o que quer q eu faça
eu faço por voce, minha querida
nao temo o destino
voce é o meu destino, meu doce
nao quero o mundo pois, beleza
voce é meu mundo, minha verdade
eis o grande segredo que ninguem sabe
aqui está a raiz da raiz
o broto do broto
e o céu do céu
de uma árvore chamada vida
que cresce mais do que a alma pode esperar
ou a mente pode esconder
e esse é o prodígio
que mantém as estrelas à distância
carrego seu coração comigo
eu o carreço no meu coração"

feliz dia das mães.. ;*

segunda-feira, 8 de maio de 2006

eu ja tive blog, aí eu desisti dele..

fim =)