"Que caridade!
Amanda e mais quatro amigas comemoraram juntas a virada do ano, comeram, beberam e riram muito durante toda a noite e madrugada.
Às cinco da manhã, todas já muito cansadas mas satisfeitas, dividiram a comida. Após a divisão de todos os pratos, faltava a do pão-à-metro, que estava simplesmente maravilhoso e todas elas queriam um pedaço para levar para casa. Foi aí que Amanda sugeriu que elas simplesmente relevassem essa vontade e doassem o pão a algum mendigo que dormia pela rua como “solidariedade de primeiro dia do ano”, simbolizando um novo ano de caridade. A idéia era bonita, fazia sentido, mas apenas uma outra menina além de Amanda concordou em doar o alimento.
Houve muita discussão, Amanda não aceitava o tamanho egoísmo das suas amigas, fazendo discursos mirabolantes e bem elaborados, intimando as meninas a abrirem mão de sua parte em causa dos menos favorecidos. As amigas simplesmente escutavam calmas, pois já haviam decidido o destino de seu respectivo pedaço e consideravam Amanda meio alterada (é, bêbada mesmo), devido a grande festa. Dividiram então o pão em um pedaço para Amanda e a outra solidária e um para cada menina desalmada.
Amanda e a menina foram para a rua, para fazer a tal ação do dia e encontraram um casal já idoso, que estava catando latas e entregaram comovidos o pão. Eles ficaram sem acreditar, muito felizes, mandando beijos e acenando sem parar (pois lógico, as meninas estavam de carro para facilitar sua locomoção e não preocupar suas mães). Disseram coisas muito bonitas, as chamaram de santas, iluminadas, e por aí vai. Elas sorriam, se sentiam mais leves, em estado pleno, totalmente realizadas. Pareciam terem sido premiadas em algum evento solidário.
Próximo a hora de dormir, quando as duas santinhas já tinham conversando sobre tudo e o sol irritava seus olhos cansados, a mãe de Amanda acordava para ir trabalhar e ao vê-las acordadas dá uma bronca tamanha e as obriga a dormir, ou pelo menos descansar um pouco. Mas Amanda não conseguia, ela e a menina estavam com um pouco de fome. E após saber disso, a mãe de Amanda começou a dizer todo o cardápio existente na casa, com muita variedade. Mas elas não queriam nada, e após a desistência da mãe ao tentar decifrar o desejo das meninas, Amanda disse sua real vontade, que ecoou pelo quarto, passando pela boa vontade da outra menina... “eu queria tanto comer aquele pão, sabe? Será que dá pra gente pedir de volta?”"
Amanda e mais quatro amigas comemoraram juntas a virada do ano, comeram, beberam e riram muito durante toda a noite e madrugada.
Às cinco da manhã, todas já muito cansadas mas satisfeitas, dividiram a comida. Após a divisão de todos os pratos, faltava a do pão-à-metro, que estava simplesmente maravilhoso e todas elas queriam um pedaço para levar para casa. Foi aí que Amanda sugeriu que elas simplesmente relevassem essa vontade e doassem o pão a algum mendigo que dormia pela rua como “solidariedade de primeiro dia do ano”, simbolizando um novo ano de caridade. A idéia era bonita, fazia sentido, mas apenas uma outra menina além de Amanda concordou em doar o alimento.
Houve muita discussão, Amanda não aceitava o tamanho egoísmo das suas amigas, fazendo discursos mirabolantes e bem elaborados, intimando as meninas a abrirem mão de sua parte em causa dos menos favorecidos. As amigas simplesmente escutavam calmas, pois já haviam decidido o destino de seu respectivo pedaço e consideravam Amanda meio alterada (é, bêbada mesmo), devido a grande festa. Dividiram então o pão em um pedaço para Amanda e a outra solidária e um para cada menina desalmada.
Amanda e a menina foram para a rua, para fazer a tal ação do dia e encontraram um casal já idoso, que estava catando latas e entregaram comovidos o pão. Eles ficaram sem acreditar, muito felizes, mandando beijos e acenando sem parar (pois lógico, as meninas estavam de carro para facilitar sua locomoção e não preocupar suas mães). Disseram coisas muito bonitas, as chamaram de santas, iluminadas, e por aí vai. Elas sorriam, se sentiam mais leves, em estado pleno, totalmente realizadas. Pareciam terem sido premiadas em algum evento solidário.
Próximo a hora de dormir, quando as duas santinhas já tinham conversando sobre tudo e o sol irritava seus olhos cansados, a mãe de Amanda acordava para ir trabalhar e ao vê-las acordadas dá uma bronca tamanha e as obriga a dormir, ou pelo menos descansar um pouco. Mas Amanda não conseguia, ela e a menina estavam com um pouco de fome. E após saber disso, a mãe de Amanda começou a dizer todo o cardápio existente na casa, com muita variedade. Mas elas não queriam nada, e após a desistência da mãe ao tentar decifrar o desejo das meninas, Amanda disse sua real vontade, que ecoou pelo quarto, passando pela boa vontade da outra menina... “eu queria tanto comer aquele pão, sabe? Será que dá pra gente pedir de volta?”"
