"O encontro
Rebeca estava assustada, conversava com um homem maravilhoso há anos por internet (começando por e-mail, depois se falando por chats, até chegarem a telefonemas demorados) e agora ele proporá que se encontrassem; “algo mais ao vivo, mais próximo” ele disse e ela lá, em frente ao seu computador esperando seu corpo se manifestar para marcar o tal encontro. Então decidiram que seria logo no dia seguinte, para não dar tempo o suficiente para que ambos desistissem.
Lucas vestiu sua melhor roupa, arrumou o cabelo, passou seu melhor e mais caro perfume e se sentia, no mínimo, apresentável. Resolveu ir cedo, para dar umas voltas pelo shopping e esquecer o estresse, além do misto entre a animação de conhecer a mulher de seus sonhos e a decepção de ela não gostar dele, não ir ou simplesmente não dar certo.
Ela olha o relógio da rua pelo vidro do táxi, sabe que está atrasada e teme que ele se magoe pensando em sua desistência. Chora, mas logo se recupera ao ver de longe o shopping e quer estar maravilhosa pra ele. Ao entrar, um homem esbarra nela apressado e distante em seus pensamentos, parecendo desapontado e sempre repetindo “eu não devia ter vindo, sou um idiota mesmo!” e ela quase sem raciocinar sussura em seu ouvido “desculpe o atrazo, Lucas” e ele num ato eufórico sorri, como nunca em sua vida, mais do que criança quando ganha o presente ideal ou alguém que simplesmente ganhou na loto, sente-se realizado. Ele fica lá, estagnado, olhando para a mulher de sua vida sem conseguir emitir sequer um só som. Então ela já estava totalmente vermelha devida situação, resolve quebrar o silêncio dizendo aquele “finalmente né?” que o faz abraçá-la emitindo uma única palavra “é...” que ecoa em ambos os corações.
Eles estão felizes, brincam, se beijam, contam de seu nervosismo e nem percebem o quanto o tempo passou, a tarde passa a noite e o shopping começa a fechar as portas. Já com o carro na porta da casa dela depois de passarem todo o trajeto cantando juntos um cd que era por coincidência favorito dos dois ele pergunta abobado “então, quando vou te ver sempre?” e ela sorrindo sem graça responde “lógico! Não te contei? Comprei uma webcam...”"
Rebeca estava assustada, conversava com um homem maravilhoso há anos por internet (começando por e-mail, depois se falando por chats, até chegarem a telefonemas demorados) e agora ele proporá que se encontrassem; “algo mais ao vivo, mais próximo” ele disse e ela lá, em frente ao seu computador esperando seu corpo se manifestar para marcar o tal encontro. Então decidiram que seria logo no dia seguinte, para não dar tempo o suficiente para que ambos desistissem.
Lucas vestiu sua melhor roupa, arrumou o cabelo, passou seu melhor e mais caro perfume e se sentia, no mínimo, apresentável. Resolveu ir cedo, para dar umas voltas pelo shopping e esquecer o estresse, além do misto entre a animação de conhecer a mulher de seus sonhos e a decepção de ela não gostar dele, não ir ou simplesmente não dar certo.
Ela olha o relógio da rua pelo vidro do táxi, sabe que está atrasada e teme que ele se magoe pensando em sua desistência. Chora, mas logo se recupera ao ver de longe o shopping e quer estar maravilhosa pra ele. Ao entrar, um homem esbarra nela apressado e distante em seus pensamentos, parecendo desapontado e sempre repetindo “eu não devia ter vindo, sou um idiota mesmo!” e ela quase sem raciocinar sussura em seu ouvido “desculpe o atrazo, Lucas” e ele num ato eufórico sorri, como nunca em sua vida, mais do que criança quando ganha o presente ideal ou alguém que simplesmente ganhou na loto, sente-se realizado. Ele fica lá, estagnado, olhando para a mulher de sua vida sem conseguir emitir sequer um só som. Então ela já estava totalmente vermelha devida situação, resolve quebrar o silêncio dizendo aquele “finalmente né?” que o faz abraçá-la emitindo uma única palavra “é...” que ecoa em ambos os corações.
Eles estão felizes, brincam, se beijam, contam de seu nervosismo e nem percebem o quanto o tempo passou, a tarde passa a noite e o shopping começa a fechar as portas. Já com o carro na porta da casa dela depois de passarem todo o trajeto cantando juntos um cd que era por coincidência favorito dos dois ele pergunta abobado “então, quando vou te ver sempre?” e ela sorrindo sem graça responde “lógico! Não te contei? Comprei uma webcam...”"

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